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Tuesday, 13 de January de 2015

Maionese caseira x industrializada: saiba qual a melhor opção para a sua saúde

Especialistas explicam as diferenças nutricionais dos dois produtos e seus efeitos no organismo humano

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Da Equipe Medicando
Embora muito mais calórica, a maionese caseira é mais saudável do que a sua concorrente industrializada, que apesar de ser “mais magra”, provoca mais danos ao corpo humanoFoto: ReproduçãoEmbora muito mais calórica, a maionese caseira é mais saudável do que a sua concorrente industrializada, que apesar de ser “mais magra”, provoca mais danos ao corpo humano

Ao se iniciar uma dieta para perder peso, seja por motivos estéticos ou por indicação médica, os primeiros alimentos condenados a sair da mesa de refeição são os que contêm muitas calorias. E entre aqueles que recebem o impiedoso “x”, encontra-se uma verdadeira paixão nacional na hora de conferir um sabor especial à refeição: a maionese.

Seja na salada, no sanduíche ou como ingrediente de vários outros pratos brasileiros, o consumo deste molho feito à base de óleo vegetal e ovo tem sido alvo de uma polêmica que divide os profissionais quanto aos seus efeitos no organismo. E como falta consenso sobre o assunto, os consumidores se perguntam: “Afinal, comer maionese prejudica ou não a dieta?”.

A maionese caseira é mais calórica que a industrializada?

Os que defendem o consumo da maionese argumentam que ela ganhou fama de vilã porque suas versões caseiras costumam ser muito mais calóricas do que as industrializadas. Isso porque, quando preparada em casa, ela geralmente leva uma quantidade maior de óleo, ovos e gorduras, o que a torna duas vezes mais “gorda” do que qualquer marca encontrada no mercado.

Para se ter uma ideia, uma colher de sopa da maionese caseira tem cerca de 76 cal, ao passo que a mesma quantidade da industrializada possui 40 cal. Quando comparada com a versão light, que tem 12 cal, a maionese caseira é simplesmente nocauteada.

Os nutricionistas a favor do consumo da maionese caseira afirmam não ser preciso cortar o seu consumo. Por ter o ovo como um dos ingredientes base de sua receita, ela é rica em ômega-3, que ajuda a combater o colesterol ruim (LDL). Além disso, ela tem entre seus componentes gorduras boas (monoinsaturadas e poli-insaturadas), essenciais ao bom funcionamento do organismo e absorção de vitaminas.

A maionese industrializada faz mal ao organismo?

Quando passamos a analisar a maionese industrializada, o inimigo neste caso não é a gordura, mas sim os aditivos químicos presentes nesta classe de alimentos, como corantes e conservantes, dentre outros. De acordo com os especialistas contrários ao consumo do condimento adquirido pronto para o consumo, esses componentes causam sérios distúrbios no organismo, principalmente no sistema gastrointestinal.

Conforme explica o nutricionista do Instituto Brasileiro de Nutrição Integrada (IBNI), em Brasília, Victor Braga, o organismo humano não possui enzimas capazes de metabolizar os aditivos químicos adicionados a esses alimentos. O resultado é o desregulamento de reações químicas importantes que, por sua vez, culminam na alteração do metabolismo.

Na prática, esses aditivos provocam o achatamento das microvilosidades do intestino, que são responsáveis por ajudar na absorção de vitaminas e minerais. “A absorção desses nutrientes passa a ser ineficiente e o organismo fica intoxicado porque o intestino perde a capacidade de selecionar o que é bom e acaba assimilando uma série de substâncias tóxicas, que provocam as inflamações,” esclarece Braga, que é especialista em nutrição clínica esportiva e em práticas integrativas complementares.

E quais são os males da maionese caseira?

A parcimônia a ser adotada no consumo da maionese caseira é necessária porque a grande quantidade de óleos que a torna mais calórica prejudica o colesterol bom – essencial para uma série de funções do nosso organismo. E ainda tem o perigo de contaminação pela bactéria salmonela, que está diretamente ligada às condições de armazenamento e refrigeração, tanto do condimento pronto quanto dos ovos utilizados no seu preparo. Uma das funções dos aditivos químicos adicionados à versão industrial é justamente combater esse inimigo invisível.

Por esses motivos, a nutricionista Gabrieli Comhachio, especialista em Nutrição Humana e Saúde, faz parte da corrente profissional a favor da maionese industrializada. Para ela, que atua como consultora em projetos na área de turismo e gestão de qualidade para micro e pequenas empresas, o risco de contaminação e o alto teor calórico do condimento preparado em casa o tornam um grande perigo para a saúde.

De acordo com a especialista, o controle no consumo da maionese, mesmo da industrializada, inclui variar o cardápio e acrescentar na dieta outros tipos de gorduras benéficas, como o azeite de oliva, o óleo de girassol, a canola e as oleaginosas. “Muitas vezes visualizamos só as calorias do alimento, esquecendo-nos de que o mais importante é a nutrição que ele pode nos proporcionar”, destaca.

A nutricionista também chama a atenção para o fato de muitas propagandas televisivas “induzirem” o telespectador, de maneira indireta, a consumir maionese no lugar de azeite, e enumera as vantagens do óleo de oliva. “Ele ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, acelera as funções metabólicas, melhora o funcionamento do estômago e do pâncreas, possui as vitaminas A, D, K e E e é um poderoso antioxidante, ajudando a retardar o envelhecimento da pele”, destaca Gabrieli.

Mas, afinal, quais os efeitos da maionese industrial no organismo?

O resultado de todos os males causados pela maionese industrial pode ser conferido na balança, por meio do indesejado efeito sanfona, aquele no qual logo após um emagrecimento imediato a pessoa volta a engordar, na maioria das vezes, chegando a um peso ainda maior do que o do início da dieta. Isso ocorre porque, ao optar por alimentos menos calóricos, porém repletos de aditivos químicos, a pessoa passa a ter uma carência de nutrientes importantes para o organismo e, consequentemente, emagrece inflamada.

“A pessoa pode começar a reter líquido ou apresentar um processo de inflamação de órgãos como fígado e rins”, alerta Braga. De acordo com ele, esse processo pode ser acompanhado de uma baixa no sistema imunológico, além de uma inflamação generalizada e disfunções hormonais, acompanhadas de sintomas como dores de cabeça e noites mal dormidas.

Fonte: Revista Medicando