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Friday, 3 de February de 2012

Tratamento com luz é testado contra micose de unha

Procedimento associa onda eletromagnética a produto ativo químico e, quando aperfeiçoado, será utilizado em outras aplicações

Tratamento com luz é testado contra micose de unhaFoto: ReproduçãoTerapia pode combater micose na unha

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O Instituto de Física da Universidade de São Paulo - Campus de São Carlos - iniciou testes com uma terapia fotodinâmica para combater a insistente e quase imbatível micose de unha. Dois protótipos de aparelhos foram desenvolvidos na universidade, cada um com um comprimento de onda específico. Também foram analisados dois medicamentos fotossensíveis para saber qual combinação de luz e remédio tem maior eficácia.

A conclusão foi de que a luz azul e um remédio com curcuminoide, derivado do açafrão, tiveram os melhores resultados. Agora, o objetivo é fazer parcerias com indústrias para fabricar o aparelho e disponibilizar a terapia de forma acessível.

"A terapia fotodinâmica tem avançado muito nos últimos anos e, com ela, temos obtido resultados onde antigamente só tratamentos muito agressivos eram possíveis. Acredito que, com aperfeiçoamentos necessários, este mecanismo de associar uma onda eletromagnética (luz) com um produto ativo químico terá, num futuro próximo, muitas outras aplicações”, explica o dermatologista Valcinir Bedin, mestre e doutor em Medicina pela UNICAMP.

A explicação para os resultados positivos obtidos é que a combinação de luz e medicamento fotossensível gera espécies reativas de oxigênio que são tóxicas para os fungos.

Do primeiro grupo, em tratamento há mais tempo, dez conseguiram se livrar da micose. Em pacientes com micose em estágio inicial foram necessárias seis sessões. Em casos mais graves o problema pode ser eliminado em menos de um ano.

“Vejo com bastante alegria essa evolução, especialmente para problemas envolvendo a pele, uma vez que, apesar de ser um órgão externo, temos que utilizar medicamentos sistêmicos para tratar de seus problemas", completa Bedin.

Os pesquisadores trataram 40 pessoas por seis meses em São Paulo e começaram um novo grupo com outras 40 em São Carlos. Devem ser selecionadas ainda mais pessoas em Ribeirão Preto.

Fonte: Com informações da Folha de S. Paulo
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