Carregando...

Monday, 31 de January de 2011

Sexagem fetal, exame precoce para descobrir o sexo do bebê

Exame feito a partir da coleta de sangue da mãe permite saber se o filho será menino ou menina a partir da oitava semana de gestação, em 99% dos casos

sexagem-fetal-exame-precoce-para-descobrir-o-sexo-do-bebe.jpg

Saber o sexo do bebê é um desejo da maioria das mulheres que estão grávidas. Cada vez mais, os pais têm pressa para descobrir se o filho será menino ou menina, para assim, poder escolher o nome, preparar o enxoval e a decoração do quarto. Por meio de uma simples coleta de sangue da mãe, com apenas oito semanas de gestação, é possível saber o sexo do bebê. O resultado fica pronto em apenas cinco dias úteis.

Desde o surgimento do ultrassom, a tecnologia tem permitido cada vez mais precocemente que se saiba o sexo do bebê. O ultrassom, por meio de imagens, é capaz de descobrir o sexo do bebê a partir da 13ª semana de gestação. Entretanto, a visualização nem sempre é garantida, pois o resultado depende da posição do feto.

A técnica de identificação do sexo do bebê a partir da coleta de sangue, conhecida como sexagem fetal, independe da posição do feto e pode ser realizada já a partir da oitava semana de gravidez. De acordo com o patologista clínico Gustavo Rassi, do Exame Medicina Diagnóstica/DASA,  o teste é baseado na identificação de fragmentos do cromossomo Y de células fetais na circulação sanguínea da mãe.

“Como apenas indivíduos do sexo masculino possuem o cromossomo Y dentro de suas células, a presença do cromossomo indica a gestação de um menino e a ausência, por exclusão, a gestação de uma menina. Se uma mulher não estiver grávida e fizer o teste, portanto, ele dará resultado de menina”, explica o patologista clínico, que ressalta, ainda, que através da sexagem fetal não é possível detectar o hormônio da gravidez.


Resultados

Embora o teste seja realizado no Brasil desde 2003, ele ainda é desconhecido por muitas pessoas. Todas as mulheres grávidas que desejam saber o sexo do bebê, mesmo aquelas que já tiveram gestações anteriores, podem fazer o exame. As restrições são apenas para aquelas mulheres que foram transplantadas ou que receberam transfusão de sangue, uma vez que as células do doador sanguíneo podem se implantar no receptor e com isso interferir no resultado.

Em caso de gravidez de gêmeos idênticos, os chamados univitelinos, o resultado obtido com o teste de sexagem fetal é válido para ambos os bebês. Para gêmeos fraternos (presença de duas placentas), a presença de DNA masculino no sangue da mãe significa que pelo menos um dos gêmeos é menino. Mas se o resultado apontar ausência do cromossomo Y, o teste indica que se trata de gêmeas meninas.

O patologista clínico alerta que o teste não tem 100% de acerto em todos os casos. “Como qualquer teste biológico, existe o risco de erro. Entretanto, essas dúvidas podem ser minimizadas com a repetição do ensaio”, afirma. Em caso de dúvida, a conduta mais adequada, segundo ele, é solicitar uma nova coleta duas a três semanas depois, para se obter uma certeza maior do resultado.


Dúvidas

Outra dúvida que algumas mães têm acerca do teste de sexagem fetal é quanto à possibilidade de haver diferenças entre ele e o ultrassom. Segundo a patologista clínica Flávia Segatto, da Exame Medicina Diagnóstica/DASA, é possível que isso ocorra, pois nenhum dos dois métodos tem 100% de acerto. “Sempre que ocorrer a discordância entre os dois métodos a paciente deve procurar o laboratório para uma nova coleta e para repetição do exame, sem ônus. Essa divergência pode gerar expectativa e desconforto emocional da gestante”, completa a médica.

O teste de sexagem fetal não permite determinar alterações genéticas no feto, uma vez que o princípio do exame é a descoberta de material genético masculino na circulação de sangue da mãe.

Categorias